Vereadora passa a comandar Câmara de Lorena, que elege três mulheres para mesa diretora; prefeito projeta manter planos de obras e foca saúde da cidade
Raphaela Dias
Francisco Assis
Lorena
A Câmara Municipal de Lorena tem nova chefia. Élida Vieira (Pode) venceu a disputa através da presidência da Casa, no confronto direto com Mauro Fradique (MDB). A divisão de votos no Legislativo é um dos desafios no começo do ano político da cidade, que teve os primeiros passos com a posse dos vereadores e do prefeito Sylvio Ballerini (PSD) e da vice, Marietta Bartelega (MDB).
A dupla já iniciou os trabalhos na Prefeitura, dando sequência ao primeiro mandato de Ballerini, programado por várias obras de infraestrutura. Conforme o chefe do Executivo, essa é a missão para os próximos 4 anos. “Se vocês analisarem, Lorena deu um desenvolvimento muito grande, dobrou o orçamento, melhorou as condições de vida, mas isso ainda é pouco. Precisamos melhorar mais. Acredito que com os quatro anos que tivemos e aprendemos muita coisa, vamos continuar aprendendo a gente vai poder trabalhar melhor em benefício da população de Lorena. Esse é o nosso principal objetivo, com a educação, com a saúde, principalmente, para melhorar essas áreas que ainda têm alguma deficiência”.
Ballerini destacou que o município tem hoje várias obras em andamento. Ele chegou a adiantar duas delas. “São obras grandes que serão entregues. Uma é uma creche que vai atender trezentas crianças, a outra é o CRE (Centro de Recursos Especiais) que vai ser inaugurado agora no mês de janeiro, no máximo comecinho de fevereiro, e vai atender pessoas com deficiência”.
Com participação de convidados, a solenidade deu posse, além de prefeito e vice e dos vereadores Élida Vieira e Mauro Fradique, a mais 15 parlamentares: Lúcia da Saúde (Podemos), Bruno Camargo (PSD), Bruno Lorena (PSDB), Bruninho Ribeiro (Republicanos), Beto Pereira (PSD), Daniel Munduruku (PDT), Pastor Milton Gomes (PSD), Patrick Dantas (PSD), Rafael de Melo (MDB), Dra. Rita Marton (PL), Robson Ribeiro, o Bison (PL), Sávio Fortes (Avante), Silvio da Associação (União Brasil), Waldemilson da Silva, o Tão (PP) e Washington da Saúde (Republicanos).
O evento foi seguida da primeira sessão extraordinária da casa, que abordou a eleição para os quatro cargos da mesa diretora.
O pleito foi tema de discussões e reuniões nas últimas semanas de 2024. Eleitos no palanque de Sylvio Ballerini, Elida e Fradique dividiram os votos dos 17 vereadores da nova Câmara. O confronto chegou ao dia da votação com expectativa de maior apoio à nova parlamentar, irmã do ex-vereador Elcio Vieira Junior (PSB) e filha do também ex-vereador e secretário, o professor Elcio Vieira. Expectativa confirmada. O grupo de Elite entrou na sede do Legislativo acompanhando a candidata à chefia da Casa e frisaram o suporte. Bison, Munduruku, Rita Marton, Tão, Bruno Lorena, Lúcia da Saúde, Rafael de Melo e Washington da Saúde, além da própria Élida, defenderam os nove votos, contra oito do grupo de Fradique. A mesa ficou definida em: Élida Vieira como presidente, Dra. Rita como vice-presidente, Tão na primeira secretaria e Lúcia da Saúde na segunda secretaria. Essa é a primeira vez que a mesa terá três mulheres em três de quatro cadeiras da mesa diretora.
“É importante deixar muito claro que essa divisão não foi colocada pelo poder Legislativo. É natural que haja, a partir do momento de duas candidaturas, as preferências, mas não há de maneira alguma, ao meu olhar e acredito que ao olhar de todo o meu grupo, uma posição ou uma situação. Acredito agora no início de um trabalho no dia 6 de janeiro que será composto pelos 17 vereadores representando a nossa cidade, caminhando em conjunto com a Prefeitura naquilo que for de interesse e necessidade dos munícipes”, comentou Élida.
O prefeito seguiu a mesma linha, mas defendeu que não age pensando em possibilidade de racha político. “Eu estou de passagem. Não sou mais candidato, então eu posso trabalhar bem. Eu não tenho problema com ninguém. Se vai aprovar ou não vai aprovar é outra coisa, mas eu analiso o seguinte: como você não vai aprovar uma coisa que é do interesse da cidade? Então, se não quiser aprovar é um problema que não é meu, é um problema para ser discutido”, destacou Ballerini.

